Blog que queria ser outra coisa, mas que se contenta em deixar trans-pirar a sua dona... Moda, literatura, cinema e efêmeras frivolidades em geral.

20
Fev 09

Quem tratou Penélope melhor?

Definitivamente, 2008 foi um baita ano pra madrileña, que, graças a Deus, não se tornou Cruise credo! e foi cair nos braços latinos do TUDO Javier.

Voltando à questão: Woody ou Isabel?

María Elena é as tripas e o coração do filme de Woddy Allen, embora, vá lá papá, sobre alguma cosita pra Rebecca Hall e pra Scarlett Johansonn...

Mas ver Consuela, depois de M. Elena, nessa película de Isabel Coixet, é Fatal...

Sabe por quê?

Porque me faz dar uma volta no parafuso em direção a quê?, 1993, 94, Jamón Jamón (agora eu sei que gosto isso tem!), do catalão Bigas Luna, estréia de Penélope, com o já mucho besame macho Javier Bardem de toureiro taradão.

E vejo como a chica cresceu.

Está mais linda que nunca e seu beicinho serve pra muitas cositas más.

Beijar Sir Ben Kingsley - em ótima forma, diga-se de passagem - é só mais um detalhe.

E como se não bastassem todos os filmes de La Coixet serem uma jornada da alma essa jornada é sempre feita com uma sensibilidade que - desculpem-me os convictos - só uma alma feminina é capaz.

E a tecelã  Penélope/Consuela consegue se safar bem e deixar a gente apatetado, apalermado, extasiado e completamente esborrachado no chão com as revelações que faz a um David Keppesh que tem seu mundo revirado do avesso e que passa, ele sim, a dar voltas e mais voltas em mil parafusos nas pequenas verdades e idiotissincrasias que bolou pra não se apaixonar.

E no meio de tudo isso o que o Velho percebe?

Que as pessoas não são descartáveis, meu senhor, e que elas grudam na gente, com suas partes boas e ruins igualmente e isso é uma (minha) verdade absurda.

E aí meu velho e bom Bê me diz do alto da sua filosofia da vida cotidiana: todas as mulheres são loucas e todos os homens são bobos e María Elena torna isso concreto e David Keppesh resplandesce de bobeira - que, na verdade, é medo.

E tudo isso era só pra dizer que eu virei fã da Penélope nos últimos meses, mas sem querer me desviei e fui refletir, porque afinal, é pra isso que servem os filmes e a vida.

E tudo isso só me faz amar mais as pessoas que eu já tenho.

publicado por joanabosak às 20:45
sinto-me: proud to be happy
música: ainda nosso Bas-fond
tags:

04
Fev 09

 

Mucho. Esse foi o tema principal da minha trilha sonora barcelonin.

Aonde quer que eu fosse - beira da praia, Plaça de Catalunya, metrô, em frente ao Corte Inglês - havia noivos búlgaros, romenos, latinos ou outros artistas, em geral imigrantes ilegais dando a sua versão do clássico – escrito pela “debutante" Consuelo Vázquez, uma mexicana, inspirada pela ópera de Enrique Granados, em 1940.

Nada de novo no front, Besame é a música em língua espanhola mais gravada e vertida da história, até os Beatles gravaram, em 1962. Sem falar em Piaf, Diana Krall, Frank Sinatra e João Gilberto, só pra dar uma idéia.

Eu fico com a versão de Michel Camilo – no jazz piano – e Tomatito – na guitarra flamenca – em seu ótimo disco Spain.

Mas Besame Mucho é só pré-texto pra eu me lembrar de minha mãe, cinéfila de toda vida, de películas antigas e mudernas, e de uma de minhas lembranças mais remotas nesse campo.

Lembro-me de, muito guria, ainda ouvir falar em Sarita Montiel e seu filme icônico, La Violetera. (É, a marca de azeite se inspirou nela mesmo.)

Chegando à Espanha eis que encontro em todas as bancas de revistas e em todos os canais de televisão uma onipresente Sarita, já bisabuela – ela nasceu em 1928 – mas ainda muito diva.

E dia desses, olhando uma lata do dito azeite, encontro uma violetera meio cigana, é claro, porque a imagem “cola” na de Carmen, essa mulher maldita e indomável, por quem Bizet, Saura e Antonio Gades se apaixonaram, além de Maria Callas. E a violetera da lata do azeite além de linda e sexy, colhe violetas com uma mão enquanto toca castanhola com a outra!

Pausa para momento antropológico: vi a metáfora da mulher muderna ideal. Linda, sexy, talentosa, que colhe e dá flores, enquanto dança e seduz. Longe do feminismo, tô mais pra femenina, mas a idéia me ocorreu. Que polvo que nada, quero ser uma violenta violetera.

Daí que voltando pra Sarita, diva pouco conhecida no Brasil, penso sempre em fazer alguma coisa com ela, nem que seja pras tias que sabem quem ela é.

Minha mãe, como cult do kitsch tem até as memórias dela, cafona – ao menos no título – até a última gota de azeite: Vivir es un placer. Que tal?

Tem que ter muita coragem pra poder escrever umas memórias e dar um título desses...

Mas o melhor ainda foi descobrir a conversão do clássico musical numa orelha do livro:

BESAME MACHO, de autoria do jornalista que acompanhou Sarita nas suas memórias, Pedro Manuel Villora.

Ganhei o dia – e o motivo pro post.

Trocadalhos à parte, não quero mais apenas besame mucho, quero mucho besame macho.

 

publicado por joanabosak às 22:27
sinto-me: violenta
música: Guess
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12
Dez 08

Meu reino por esse apôdo!

Lembro-me de Camille Paglia, no Fronteiras do Pensamento, falando a respeito de Madame du Pompadour: she was the first brainy'n'stylish of the history.

Neca de Maria Antonieta. Pompadour é que era a cara.

Georgiana Spencer era a tal na Inglaterra dos XVIII.

Amante do futuro Primeiro Ministro, Charles Grey, casada com o Duque de Devonshire - o homem mais poderoso da Inglaterra no período. Amada por todos: pelo povo, pela aristocracia, menos pelo seu marido. Barulho de vinil riscando. Já lemos - ouvimos - esta história antes. Georgiana o quê mesmo? SPENCER. O nome dela era esse. Ascendente de D. Ela era G. Nas telas é vivida por Keira Kneightley, nossa duquesa, rainha, pirata, enfim: a encarnação inglesa entre Jane Austen, Era Vitoriana e algo mais.

A Duquesa mostra como a vida das nobres não era brioche: pencas de filhas que deveriam ser sempre filhOs; impossibilidade total de liberdade, felicidade etc. É, o XVIII não foi assim tão melhor que o XIX para nós, mulheres.

Apesar de tudo, ela parecia ser linda, charmosa, divertida e... inteligente - ao contrário da descendência, que só precisou ser stylish.

O filme é bom, conseguiu deixar Ralph Fiennes quase péssimo como o Duque, que no caso dele, não precisa ser nem dolce de tão bom que ele é. E com uma mãe como Charlotte Rampling não precisamos de mais nada, nem de Jean-Michel Jarre... Dominic Cooper combina mais com Mamma Mia, mas não cai mal como Grey. Viva o chá!

Uma paella me espera: vou lá ver...

publicado por joanabosak às 22:08
sinto-me: melhor
música: de crianças
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