Blog que queria ser outra coisa, mas que se contenta em deixar trans-pirar a sua dona... Moda, literatura, cinema e efêmeras frivolidades em geral.

01
Dez 08

Ótimo é um hipopótamo

Comendo pipoca

Aí se transforma

Num hipipótimo

 

Pra Helena

 

publicado por joanabosak às 13:15
sinto-me: Lola
música: Super trouper

Embrújate
pero no te endurece,
embrújate sin lágrimas,
sólo sonrisas;
las lágrimas son para el café
o para las alegrías.
Si embrújate malo
ponte Buenos Aires,
una mirada, un tango
una copa.
No tienes más dolor.
Si te embruja,
tomate un alfajor.

publicado por joanabosak às 13:14
sinto-me: embrujada
música: Almería

Do mar calmo ao Tejo longe
- mais além as sete colinas-
Evoco  o sonho e a alma
e o corpo abarca o desejo onde
tão intensamente enjeitado parto.

Nada prego, senão o paraíso.

Temo pelos gestos bruscos
e pelo momento que calo,
mesmo que o cais monte
doloridamente velas mínimas

Estrangeiro quando falo
nas tormentas e pontes,
naufrago em colo farto.

Senão pátria, que outro rio?

O cesto arde no fogo divino,
vime à deriva urdido,
cala outro ciclo de sal.
Desmancha-se o rito.

Ao olhar atrás o passado, o fio
precário que sustenta os hinos
nos ventos e marés tardias,
cantam latifundios demais.

No cal e nos ditos canônicos
para sempre aquém do espírito,
para nunca além do cais.

E ainda assim volto
E ainda acinte quero
E ainda pátria, terra.

Isolde Bosak

publicado por joanabosak às 13:10
sinto-me: Hija de una roja!
música: Almería

No soy Huma

Ni fumo,

Pero si, soy roja

Roja por dentro,

Por fuera

En las entrañas

En la sangre

En el vestido que pongo

Para verme mejor

Y es como siento que soy

Lejos de la tela

Tan cerca de ser

Mujer de alma

Y de dolor.

publicado por joanabosak às 13:04
sinto-me: Roja
música: Torre Bermeja

Hoje acordei abstrata, como diria outra musa, a Jane. Este post era de dois dias atrás, então está um pouco desatualizado. Tentarei recuperar o conteúdo.

Queria mesmo era falar de Isaac Albéniz e de Carlos Saura.

Albéniz foi um compositor catalão do final do século XIX que escreveu maravilhas sobre a sua terra. Suas composições cobrem todo território espanhol, levando-nos a viajar musicalmente por cada uma de suas regiões.

O cineasta Carlos Saura, aficcionado por música e dança, já havia filmado a trilogia flamenca, com direito a García Lorca e tudo: Bodas de Sangue, Carmen, Amor Brujo - todos com os deuses do flamenco de então: Cristina Hoyos e Antonio Gades, deveria ser Hades, porque é um demônio da dança esse homem, que te leva com ele para as profundezas da alma gitana...

Depois de mergulhar no Tango, Saura nos presenteou, por último - morreu em seguida - com Iberia.

Iberia é a colagem-homenagem que Saura magistralmente fez a Albéniz. Leva-nos pela Espanha, de cabo a rabo, passa por Sevilla, Asturias, Granada, Cordoba, Cádiz e mais além em sua viagem musical coreografada. Mostra-nos a diversidade dessa quase-jangada de pedra, que navega ao som de uma guitarra flamenca furiosa que parece singrar desde o início dos tempos por mares revoltos e intensos, intercalando-se com um piano flamenco ora calmo, ora também bravio.

Cheio de cor e de paixão Iberia é uma catarse permanente, que não cessa de acontecer com Sara Baras, Antonio Canales, Aída Gómez, Estrella Morente, Manolo Sanlúcar e toda uma plêiade de cantaores, bailaores e instrumentistas íberos.

Fazem-me sentir, mais ainda, uma mulher de Almodóvar.

 

publicado por joanabosak às 12:17
sinto-me: batendo os tacões
música: Ibéria

Dezembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
11
13

14
15
16
17
18
19

21
22
24
25
26
27

29
30
31


subscrever feeds
arquivos
mais sobre mim
pesquisar
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO