Blog que queria ser outra coisa, mas que se contenta em deixar trans-pirar a sua dona... Moda, literatura, cinema e efêmeras frivolidades em geral.

20
Dez 08

Na falta de ter o que dizer realmente, me contento bem com o homem-espetáculo, que não pude ver, mas ao qual fui reportada em novembro de 2008.

 

O Campo

Um Sol negro, de escuros

Encrespados, refletido nas águas que matiza.

Alvas pedras.

Amena e fresca brisa.

Um fino Capitel transfigurado.

 

Pardos Montes, no Chão encastoados.

A Fonte. A crespa Relva na divisa.

Colunas do frontal que o Musgo frisa.

O Vale que se dfende, aveludado.

 

E o Pomar: seu odor, sua aspereza.

Essa Romã, fendida e sumarenta, com o Topázio castanho, mal-exposto.

 

Os frutos adorantes

E a Beleza, - esta Onça amarela que apascenta a maciez da Morte e de seu gosto.

 

Ariano Suassuna

publicado por joanabosak às 19:47
sinto-me: de férias
música: pás de ventilador
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