Blog que queria ser outra coisa, mas que se contenta em deixar trans-pirar a sua dona... Moda, literatura, cinema e efêmeras frivolidades em geral.

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Dez 08

Meu reino por esse apôdo!

Lembro-me de Camille Paglia, no Fronteiras do Pensamento, falando a respeito de Madame du Pompadour: she was the first brainy'n'stylish of the history.

Neca de Maria Antonieta. Pompadour é que era a cara.

Georgiana Spencer era a tal na Inglaterra dos XVIII.

Amante do futuro Primeiro Ministro, Charles Grey, casada com o Duque de Devonshire - o homem mais poderoso da Inglaterra no período. Amada por todos: pelo povo, pela aristocracia, menos pelo seu marido. Barulho de vinil riscando. Já lemos - ouvimos - esta história antes. Georgiana o quê mesmo? SPENCER. O nome dela era esse. Ascendente de D. Ela era G. Nas telas é vivida por Keira Kneightley, nossa duquesa, rainha, pirata, enfim: a encarnação inglesa entre Jane Austen, Era Vitoriana e algo mais.

A Duquesa mostra como a vida das nobres não era brioche: pencas de filhas que deveriam ser sempre filhOs; impossibilidade total de liberdade, felicidade etc. É, o XVIII não foi assim tão melhor que o XIX para nós, mulheres.

Apesar de tudo, ela parecia ser linda, charmosa, divertida e... inteligente - ao contrário da descendência, que só precisou ser stylish.

O filme é bom, conseguiu deixar Ralph Fiennes quase péssimo como o Duque, que no caso dele, não precisa ser nem dolce de tão bom que ele é. E com uma mãe como Charlotte Rampling não precisamos de mais nada, nem de Jean-Michel Jarre... Dominic Cooper combina mais com Mamma Mia, mas não cai mal como Grey. Viva o chá!

Uma paella me espera: vou lá ver...

publicado por joanabosak às 22:08
sinto-me: melhor
música: de crianças
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