Blog que queria ser outra coisa, mas que se contenta em deixar trans-pirar a sua dona... Moda, literatura, cinema e efêmeras frivolidades em geral.

09
Dez 08

Fui buscar em Derrida uma explicação para a performance que é o gênero e a possibilidade já levantada por Virginia de o gênero ser mesmo performance levada a cabo pela roupa.

Vindo ao Brasil descubro Helio Oiticica na performance crítica com sua anti-arte: o parangolé. O espectador deixa de sê-lo, deixa de assistir e passa a ser. O parangolé como emblema, estandarte, bandeira, é a possibilidade de o cidadão comum constituir uma identidade única, nova e autêntica e absolutamente impermanente. Totalmente cool, totalmente fashion, embora completamente anti-indústria.

Mas é a idéia da mensagem corporal e da performance o que está em jogo e no jogo o que vale é o parangolé, lelé.

E é por isso que eu vou começar as férias terminando Quincas Borba, Grande Sertão e estudando arte contemporânea e Oiticica.

É, o pós-moderno é um lugar bem pertinho daqui, que já existe há bastante tempo em terras brasilis.

Valeu?

publicado por joanabosak às 01:33
sinto-me: querendo saber

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