Blog que queria ser outra coisa, mas que se contenta em deixar trans-pirar a sua dona... Moda, literatura, cinema e efêmeras frivolidades em geral.

01
Dez 08

Do mar calmo ao Tejo longe
- mais além as sete colinas-
Evoco  o sonho e a alma
e o corpo abarca o desejo onde
tão intensamente enjeitado parto.

Nada prego, senão o paraíso.

Temo pelos gestos bruscos
e pelo momento que calo,
mesmo que o cais monte
doloridamente velas mínimas

Estrangeiro quando falo
nas tormentas e pontes,
naufrago em colo farto.

Senão pátria, que outro rio?

O cesto arde no fogo divino,
vime à deriva urdido,
cala outro ciclo de sal.
Desmancha-se o rito.

Ao olhar atrás o passado, o fio
precário que sustenta os hinos
nos ventos e marés tardias,
cantam latifundios demais.

No cal e nos ditos canônicos
para sempre aquém do espírito,
para nunca além do cais.

E ainda assim volto
E ainda acinte quero
E ainda pátria, terra.

Isolde Bosak

publicado por joanabosak às 13:10
sinto-me: Hija de una roja!
música: Almería

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